Um paciente de 19 anos ameaçou um médico com uma arma de fogo dentro da Unidade de Pronto Atendimento da Barra, em Balneário Camboriú, após ter o pedido de atestado médico negado. O caso ocorreu por volta das 6h da manhã de quarta-feira, 28, e mobilizou equipes de segurança.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o jovem procurou a UPA da Barra com uma queixa considerada sem gravidade. Após a avaliação, o médico prescreveu um medicamento e informou que não havia indicação clínica para emissão de atestado. A negativa teria provocado a reação do paciente, que deixou a unidade alterado.
Minutos depois, conforme relatos colhidos no local, o homem retornou armado e tentou acessar a UPA para ameaçar o profissional. As portas estavam fechadas naquele momento e o vigilante da unidade impediu a entrada. Diante da situação, a Polícia Militar de Santa Catarina foi acionada.
A PMSC identificou o suspeito e realizou buscas na região do bairro da Barra, mas ele não foi localizado até o momento. Um boletim de ocorrência foi registrado, e o caso segue sob apuração. As circunstâncias do episódio e a conduta do paciente estão sendo investigadas.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que o jovem é morador da região e utiliza os serviços da unidade com frequência. A pasta afirmou ainda que prestou acolhimento imediato à equipe envolvida, que ficou abalada após a ameaça. O médico recebeu suporte psicológico depois do ocorrido.
Durante entrevista, a secretária municipal de Saúde, Aline Leal, afirmou que episódios de agressividade contra profissionais não serão tolerados. Segundo ela, a segurança foi reforçada no entorno da UPA da Barra e outras medidas devem ser adotadas em breve para ampliar a proteção nas unidades de saúde do município.
A secretária também destacou que os espaços já contam com câmeras de monitoramento internas e externas, além de guarda patrimonial e vigias. Em outras unidades, como a UPA das Nações, há ainda botão do pânico para situações de emergência.
Sobre a emissão de atestados médicos, Aline Leal reforçou que o documento só deve ser concedido quando há real necessidade clínica. Segundo ela, o atestado é destinado a pacientes que estejam de fato incapacitados para retornar às suas atividades, conforme avaliação profissional.


